sábado, 19 de maio de 2012

FÓRUM PERMANENTE DE EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE ÉTNICO-RACIAL



O Fórum Regional Permanente, de Educação e Diversidade Étnico-Racial, constituído em 16 de março de 2012 na Regional de Porto Nacional, é uma entidade social apartidária, sem fins lucrativos, voltada para a articulação e definição de políticas públicas, comprometidas com a aplicabilidade da Lei nº 10.639/2003 e 11.645/2008 e outros temas correlatos com a temática das relações raciais.
            Sua formação constitui-se por representantes de instituições do poder público e da sociedade civil, com a finalidade de prestar apoio à políticas públicas para a educação e implementação das diretrizes curriculares nacionais para educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena.
            Tem como atribuições:
         Acompanhar, propor, debater políticas públicas para essa temática;
         Levantar demandas para populações abrangidas pela temática da diversidade;
          Sensibilizar a comunidade local sobre a temática da igualdade racial;
         Promover Grupos de Trabalho, Oficinas e Seminários no sentido de estudar, pesquisar e orientar para o adequado tratamento da educação das relações raciais e outros.
Tem como finalidades:
         Contribuir para a implantação de políticas públicas voltadas para a população negra, garantindo a ela acesso e permanência com sucesso na educação escolar;
         Propor a partir de discussões com  Movimentos e Comunidades Negra, políticas curriculares, fundadas em dimensões históricas, sociais e antropológicas oriundas da realidade brasileira, e combater o racismo e as discriminações que atingem particularmente à população negra.
         Promover a formação de atitudes, posturas e valores que conscientizem os cidadãos de seu pertencimento étnico-racial para interagirem na construção de uma nação democrática, em que todos, igualmente, tenham seus direitos garantidos e sua identidade valorizada;
         Firmar parceria com entidades públicas e privadas para o desenvolvimento de projetos e programas que visem a capacitação de educadores e educandos do sistema de Ensino e grupos organizados do Estado do Tocantins.
A instituição do Fórum é um passo largo para o trabalho do despertar de consciência sobre a questão da discriminação racial oportunizando a construção de uma sociedade mais justa, pacífica  e igualitária. Todos são convidados a entrar nessa luta.

Boa caminhada! Mas, nesse caminho, quanto mais diálogo melhor.

Maria Eunete Guimarães Tavares
1ª secretária do Fórum

                                                                                      Porto Nacional, 18 de maio de 2012.


            Referências:
          Guia para Fóruns de Educação e Diversidade   Étnicorracial – MEC.
          Plano Nacional para Implementação das DCNs para Educação das Relações Étnicorraciais e o Ensino de História da Cultura Afro Brasileira.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

OS VALORES CRISTÃOS E O CARNAVAL



O Carnaval é uma realidade. Ele aí está e penetra pelos olhos. Todo indivíduo sente necessidade de alegria. Sem ela, a existência se torna insuportável. A própria saúde física se ressente. Diz a Sagrada Escritura, no livro Eclesiastes (9, 15): “Por isso louvei a alegria, visto não haver nada de melhor para o homem (...) é isto que o acompanha no seu trabalho, durante os dias que Deus lhe outorgar debaixo do sol”. Os festejos carnavalescos têm remota e obscura origem eclesiástica. Tanto assim que dependem de uma data móvel do calendário litúrgico. Antecedem sempre o início da Quaresma. Terminam – quando terminam – com as cinzas da quarta-feira. E a Igreja, em seu ritual, recorda ao homem a fragilidade de sua condição: “Lembra-te, ó homem, que és pó e ao pó hás de tornar”.:: Conheça as origens do Carnaval e o histórico dele na CNEncaro com realismo esses dias ruidosos. Devemos ter a coragem de avaliar o que ocorre na cidade. Por vezes, assumem proporções de verdadeiras orgias coletivas, com crescente degradação dos padrões morais e agressão à dignidade humana.O Carnaval perde, aos poucos, seu sentido original de diversão simples do próprio povo. Vem a ser mais um espetáculo para turistas, e oportunidade aos menos escrupulosos de extravasar baixos instintos, esperando contar com certa cumplicidade do meio ambiente. Aumentam os crimes, os atentados ao pudor, as violências e o excesso de álcool. Cresce o consumo das drogas, que geram os “dependentes”, porque usaram abusivamente sua “independência”.
O corpo humano tem uma dignidade inalienável. Não pode ser profanado pelo exibicionismo desregrado. Aviltar dessa maneira a beleza é atingir o próprio Deus, de onde emana tudo o que temos de positivo. São Paulo nos ensina: "Fugi da fornicação. Todo pecado, que o homem comete, é exterior ao seu corpo; aquele, porém, que se entrega à fornicação, peca contra o próprio corpo! Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo?" (I Cor 6, 18-19). E o Apóstolo é incisivo: "Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá" (Idem 3,17).Não tenho a ingenuidade de pretender reviver padrões de comportamento de um passado que não volta. Insisto, isto sim, em afirmar que há formas nobres, simples e sadias de lazer. Elas irradiam a alegria autêntica, que refaz as forças do corpo e aumenta as energias do espírito. Igualmente, não nego aspectos positivos nesses festejos. Contudo, tomados como um todo, merecem restrições ditadas pelo mais elementar bom senso.Que fazer, então? Refletir, durante esses dias, sobre as consequências que poderão advir. Isso nos conduz a uma indispensável moderação, distinguindo, do que há de aceitável, aquilo que encerra em seu bojo condenáveis manifestações de baixos instintos. Afinal, somos seres racionais e não simples animais, destituídos de razão. Isso nos possibilita selecionar, o que é saudável, nesse período que antecede a Quaresma e rejeitar o que fere uma consciência cristã. Assim evitamos desgraças irrecuperáveis.Por uma submissão generosa, o homem prudente orienta seu procedimento, discernindo o aceitável e repudiando tudo aquilo que contraria frontalmente nossa qualidade de filhos de Deus. Temos que compreender nossa época, inseridos que somos no mundo, mas é preciso coragem para reprovar o que se opõe à dignidade humana, fundamentada no Evangelho de Cristo. Muitos são severos nos julgamentos, aliás justos, da corrupção pública. Costumam, entretanto, omitir-se nesse outro tipo de devassidão coletiva, igualmente consequência de uma sociedade impregnada de critérios materialistas.O Carnaval constitui um desafio. Deve nos impulsionar a alguma atitude positiva, distinguindo o direito ao lazer dos abusos oriundos dos desvios morais, os quais tentam obscurecer a nobreza do espírito. Os excessos – e aí está o que há de condenável nesses festejos – em vez de deixarem o ânimo abatido no cristão, estimulam nossa confiança no Salvador, possibilidade de recuperação, sempre latente no íntimo de nossos irmãos. Condenemos o mal, mas confiemos no poder de Deus.Dom Eugênio de Araújo Sales Cardeal e Arcebispo emérito do Rio de Janeiro
http://www.cancaonova.com/portal/canais/eventos/novoeventos/cobertura.php?tit=Os+valores+crist%E3os+e+o+Carnaval&cod=2265&sob=6231 acesso em 17/02/12.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Material Pedagógico de Ensino Religioso

Apostila de Ensino Religioso
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=explorer&chrome=true&srcid=0B6-TjI79K6RQMzhjODlkZWEtYWRkMS00MDczLTgxYzQtZDA0OWQ1NGRkOTNh&hl=pt_BR

INOVAÇÃO NA INICIAÇÃO CIENTÍFICA




Por: Maria Eunete Tavares

Em acolhimento a proposta da SEDUC, implementar os projetos de feira de ciências escolar, as Assessoras de Currículo Francisca de Assis M. de Oliveira – Ciências e biologia – Maria Eunete G. Tavares – Ensino Religioso – Patrícia Silva Carvalho – Educação física – realizaram uma oficina, com o tema: “Elaboração de Projeto Científico”, nas Escolas Marechal Artur da Costa e Silva e Carmênia Matos Maia como formação continuada prevista no calendário escolar.
A oficina teve como objetivo contribuir com os docentes na metodologia de trabalho com projetos que possa oportunizar a construção do conhecimento científico a partir das experiências extra escolar dos estudantes de modo a interferir na comunidade local de forma positivo. Esses projetos terão com culminâncias a apresentação nas Feiras das Ciências.
A oficina ocorreu em dois momentos: Dia 27 (vinte e sete) de janeiro na Escola Marechal Artur da C. e Silva e dia 30 (trinta) na Escola Carmênia M. Maia; ambas com duração de quatro horas.
No decorrer da oficina foi apresentada a importância da inovação dos projetos científicos de modo a contemplar as exigências da atual sociedade; como elaborar corretamente um projeto científico, explorando passo a passo e, posteriormente, os participantes em pequenos grupos, simularam a elaboração de um projeto.
Durante a apresentação, os participantes interagiram fazendo perguntas e expondo experiências. No momento da simulação do projeto houve uma calorosa discussão nos grupos o que resultou em propostas para a realização efetiva do projeto de iniciação científica da escola.
Os envolvidos das escolas participantes avaliaram o trabalho como: positivo, proveitoso, produtivo, de grande aprendizagem, de troca de experiência e interação.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

NEGRO TAMBÉM É BRASILEIRO

O Senado Federal já aprovou o projeto de lei que declara feriado o dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra. Se a presidente da República sancionar a lei, este será o primeiro feriado originário de organização social.. Bacana!!!
Mas, por que adotar no Brasil o dia da Consciência Negra?
Por que sancionar uma lei (Ex. lei 10.693/03) que determina a obrigatoriedade da inclusão de estudo da cultura afro-brasileira nos currículos escolares?
Não bastaria trabalhar a cultura brasileira?
Há como separar a cultura afro da cultura brasileira?
Entendendo que o termo “cultura” se refere às manifestações da forma de viver de um povo; a cultura brasileira não pode excluir a cultura afro; uma vez que os africanos, trazidos da África como escravos, foram componentes para a formação do povo brasileiro e, conseqüentemente para a formação da sua cultura.
A cultura brasileira é resultante da miscigenação dos povos indígenas, europeus e africanos. São, basicamente, esses três povos que formaram o povo brasileiro e sua cultura.
Se respondermos os questionamentos, a cima citados, iremos perceber que o povo brasileiro não tem consciência de suas próprias raízes.
A presença negra no Brasil alterou os traços indígenas e europeus trazendo colorido e alegria para a constituição da cultura brasileira. Essa é a maior riqueza de nosso país: A diversidade Cultural, construída por cada povo que aqui vive.
É evidente que um dia feriado ou uma lei sancionada, é de grande valia para a valorização dos negros e negras mas, não é suficiente. Não gera consciência. Faz-se necessário a construção de um país de inclusão, e não de divisão de grupos. Divisão gera exclusão.

Porto Nacional, 14 de novembro de 2011.